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Associação Nacional de Jovens Empresários ambiciona envolver toda a fileira da moda nacional nesta preocupação ambiental. Como entidade organizadora do Portugal Fashion, pretende realizar um evento na Expo Dubai 2020 para mostrar o que a indústria portuguesa já conquistou nesta matéria

A ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários recebeu esta segunda-feira, 18 de outubro, o Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, e em cima da mesa estiveram os desafios que os principais sectores da fileira da moda – têxtil, vestuário e calçado – têm pela frente. Entre eles tem estado a necessidade de apostarem cada vez mais em modelos de desenvolvimento mais sustentáveis.

Enquanto entidade organizadora do Portugal Fashion, a ANJE pretende, por isso, realizar um evento na Expo Dubai 2020 – que já está a decorrer -, envolvendo toda a fileira da moda nacional nesta preocupação ambiental. “A sustentabilidade é o grande desafio. Importa reduzir o impacto ambiental do setor, não apenas por dever cívico, mas também porque a sustentabilidade permite reduzir os custos de produção e adequar a oferta ao novo perfil dos consumidores”, considera Alexandre Meireles, acrescentando ainda que “há todo o interesse em dar a conhecer ao mundo, através da Expo Dubai 2020, os esforços da nossa indústria da moda para ser mais sustentável”.

Esta preocupação já vinha a ser referida nos últimos tempos pela Associação de Nacional de Jovens Empresários, mas o contexto atual de desaceleração da economia mundial veio trazê-la ainda mais para o topo da agenda. A necessidade de aumentar a competitividade, a mudança no perfil dos consumidores e até a própria transformação digital têm obrigado cada vez mais os setores a aumentar a capacidade de resposta e reinvenção. Este desafio tem passado por tentar minimizar o impacto ambiental da indústria. A ideia é conseguir melhorar a eficiência energética e, entre outras mudanças, adotar tecnologias e materiais que permitam diminuir a pegada ecológica.

A questão energética foi, aliás, outro dos pontos abordados neste encontro entre a ANJE e o responsável pela pasta do Ambiente. “Depois das dificuldades causadas pela pandemia, as empresas debatem-se hoje com um forte agravamento dos seus custos globais. Energia,

combustíveis, matérias-primas e transportes, por exemplo, sofreram uma forte subida de preços, penalizando um tecido empresarial descapitalizado pela crise sanitária e que, em alguns casos, tem problemas de competitividade internacional”, sublinha o Presidente da ANJE, Alexandre Meireles, acrescentando: “Demos conta ao Sr. Ministro da nossa preocupação com o impacto brutal deste aumento abrupto de preços neste delicado período de recuperação económica.”