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WE’BIZ Talk: 4 traços da equipa de sonho, 3 preocupações na retenção de talento e 1 plano para o pipeline de talento do Porto

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O calendário das WE'BIZ Talks de 2018 abriu com o debate sobre um tópico crucial no desenvolvimento e crescimento de qualquer negócio: o talento. A sessão "Scaling Up: how to win the talent war" reuniu na sede nacional da ANJE, durante a passada terça-feira, mais de 50 pessoas entre empreendedores, investidores e outros players do ecossistema de empreendedorismo. Em evidência na agenda estiveram três temas: a construção da equipa de sonho, a atração, retenção e identificação de talentos em ecossistemas altamente competitivos e a cooperação entre a universidade, as empresas e os outros agentes de empreendedorismo na construção do pipeline de talento para o Porto.
 
 
A abertura da WE'BIZ Talk "Scaling Up: how to win the talent war" trouxe a palco Pedro Fortuna (cofundador e CTO da Jscrambler) e Ravi Kurani (Principal da Earlybird Venture Capital) para um fireside chat focado na fórmula que permite construir equipas de sonho. Para Ravi Kurani há quatro características fundamentais que potenciam a aproximação às equipas de sonho: "uma visão macro permanente de negócio, a 'teimosia positiva' de cada pessoa na perseguição de objetivos, as competências técnicas e empreendedoras e a capacidade para fazer escolhas difíceis". Na opinião do investidor da Earlybird Venture Capital é igualmente importante a mudança no perfil dos fundadores durante a evolução das organizações. "À medida que as empresas crescem, os 'doers' têm de se transformar em gestores de pessoas para que a empresa siga o seu trajeto de crescimento", mencionou o orador.
 
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3 PREOCUPAÇÕES PARA ATRAIR E RETER TALENTO E O PODER DAS FOTOS NO ESCRITÓRIO
 
Depois da equipa de sonho, a WE’BIZ Talk redirecionou o foco de reflexão para a “guerra de talento” entre empresas nos ecossistemas de empreendedorismo altamente competitivos. Erik Juhl (VP of People da drive.ai) e Joel Goyette (Head of Product da Scott's Cheap Flights) foram os protagonistas de um novo fireside chat, desta feita subordinado ao tema “How to attract the right talent”.  Para o Head of Product da Scott's Cheap Flights, a atração e retenção de talento deve ter em conta três preocupações centrais: 
 
1 - “Garanta que as pessoas têm desafios interessantes para trabalhar na empresa porque quando estes terminarem os verdadeiros talentos vão procurar outros projetos”. 
 
2 - “Qual o nível de qualidade da sua equipa? As pessoas inteligentes querem trabalhar com pessoas inteligentes e lembre-se que os talentos têm sempre opção de escolha no mercado global.”
 
3 - “É importante pensar sempre no futuro e nas trajetórias e oportunidades de crescimento que existem. Depois de detetadas estas oportunidades, dê às pessoas a oportunidade de crescerem e evoluírem profissionalmente”.
 
Já Erik Juhl (VP of People da drive.ai) acredita que “Os gestores têm de pensar de forma diferente do que faziam no passado recente, porque as empresas têm períodos de ‘hiper-crescimento’ e elevada exigência que rapidamente desgastam as equipas”. “Como é que se cria o sentido de compromisso com as empresas neste contexto e se faz as pessoas partilharem a cultura das organizações na sociedade?”, questionou o orador.
 
Na opinião de Erik Juhl o número de fotos que os colaboradores tiram no escritório é um indicador importante. “Eu acredito que esta é uma boa forma de medir o grau de compromisso das pessoas. As pessoas estão contentes ao ponto de usarem os seus canais de social media organicamente para se ‘gabarem’ sobre o trabalho? Se elas o fazem é porque querem estar nesta empresa e querem trazer os melhores para trabalhar na sua empresa”.
 
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PORTO: UM PIPELINE DE TALENTOS EM CONSTANTE CONSTRUÇÃO E EVOLUÇÃO
 
O trabalho conjunto que as universidades, a academia e as empresas têm levado a cabo na cidade do Porto para construir um pipeline de talento fechou o conjunto de conversas da WE’BIZ Talk "Scaling Up: how to win the talent war". Ademar Aguiar (professor de Engenharia de Software na Universidade do Porto) começou por explicar que, cada vez mais, “A Universidade do Porto procura expor os estudantes à realidade da indústria e do mercado mais cedo, convidando empresas para pequenos desafios a resolver por equipas pequenas de estudantes que desenvolvem assim competências técnicas e relacionais”.
 
Paula Gomes da Costa (Presidente da Associação Porto Tech Hub) acredita que “A Universidade está a providenciar bom conhecimento e boa prática, mas que ainda há um caminho a percorrer para satisfazer as necessidades do ecossistema”. “Se começarmos a criar esta ligação educação-empresas mais cedo nos ciclos de ensino, estaremos a construir um pipeline de talento mais ajustado para responder aos desejos do ecossistema”, afirmou a oradora.
 
No final, ficou vincada a vontade de empresas, players, empreendedores e universidade continuarem a “alimentar” esta discussão e a promover ações que permitam aproximar a formação de talentos no Porto às necessidades reveladas pelo ecossistema.
 
02.02.2018