PT | EN

Conheça os planos da Infraspeak depois de captar 1,6 milhões de euros

Infraspeak_investimento
A Infraspeak tem vivido um 2018 marcado pela expansão. Depois de alcançar o cliente número 100, registar um aumento de 237% na faturação e anunciar a abertura de escritórios em Londres e Barcelona, a startup vencedora do 19º Prémio do Jovem Empreendedor da ANJE acaba de fechar uma ronda de investimento no valor de 1,6 milhões de euros. A solução tecnológica desenvolvida pela empresa para facilitar a gestão de edifícios e infraestruturas convenceu os investidores da Firstminute Capital, Innovation Nest, Construtech Ventures, Caixa Capital e 500 Startups após três meses de processo negocial. Para Felipe Ávila Costa, cofundador e CEO da Infraspeak, a expansão continua a ser a prioridade do negócio, com especial foco em três frentes específicas: equipa, operações/mercados abrangidos e tecnologia aplicada no produto.
 
Qual a importância deste investimento para a Infraspeak?
 
Após três anos focados no desenvolvimento do produto, na aquisição de clientes de referência, como por exemplo Siemens, Vila Galé e Intercontinental Hotels, e na criação de uma equipa da qual nos orgulhamos, sentimos que tínhamos os ingredientes necessários para expandir globalmente com velocidade.
 
Nesse sentido, fomos à procura do capital, da experiência e do network que facilitasse e acelerasse este processo. Após algumas semanas em conversas com diversos investidores, sentimos um forte alinhamento com a Firstminute Capital, a Innovation Nest e a Construtech Ventures, além da Caixa Capital e da 500 Startups que já estavam connosco desde 2016, que assim se enquadraram naquilo que procurávamos.
 
Não tenho a menor dúvida que esta ronda de investimento, quer pela injeção de capital, quer pelo perfil dos investidores que se juntaram a nós, terá um papel basilar no caminho que a Infraspeak está a seguir para se tornar na referência mundial em software para a gestão de manutenção e facility management.
 
Como foi o processo negocial com os investidores?
 
A conversa ativa com investidores arrancou em março de 2018. Durante dois meses e meio falamos com cerca de 30 fundos de investimento, tendo recebido nove propostas de investimento que totalizavam mais de quatro milhões de euros de investimento.
 
Nesta altura (maio e junho de 2018), entramos numa fase de negociação dos termos e condições, que resultou na escolha da Firstminute Capital, da Innovation Nest e da Construtech Ventures para participarem no nosso aumento de capital. Com a composição da ronda fechada, passamos por um processo burocrático que durou cerca de três meses para formalizar a operação. 
 
Durante este processo as aprendizagens foram diversas. Acima de tudo ficamos com a consciência de que é preciso estar preparado psicologicamente e financeiramente para passar por um processo complexo e exigente em matéria de tempo como este, enquanto enfrentamos simultaneamente as obrigações do dia-a-dia da empresa que continuam a aparecer.
 
Quais as prioridades e finalidades de aplicação do capital angariado?
 
Depois de termos dado este passo importante no nosso crescimento temos três prioridades claramente definidas. Um objetivo claro é reforçar a nossa equipa com pessoas talentosas e ambiciosas, uma vez que pretendemos contar com 43 pessoas até junho de 2019. Outra prioridade é expandir as nossas operações de marketing, vendas e customer success para os mercados de Reino Unido, Espanha e França, reforçando ainda a presença em Portugal, no Brasil e nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.
 
A terceira prioridade da Infraspeak é continuar a liderar tecnologicamente o mercado através da introdução de inteligência artificial e uma série de outras funcionalidades diferenciadoras no nosso produto.
01.11.2018