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Naturally Green: alimentação saudável e sustentável com produtos disponíveis em mais de 130 retalhistas

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A história de Sérgio Horta é a materialização do perfil de um empreendedor em série. Depois de lançar um negócio próprio na área do desporto, através da marca Sport Lovers, o empreendedor incubado na ANJE abraçou o desafio de lançar um projeto na área da alimentação vegetal, sob a insígnia Naturally Green. A aceitação dos produtos comercializados pela Naturally Green tem sido positiva e o projeto já tem referências disponíveis em pequenos retalhistas e grandes superfícies como El Corte Inglés, Intermarché e Supermercados Apolónia. O cofundador Sérgio Horta explica o seu percurso no mercado e os planos da Naturally Green no futuro a curto e longo prazo.
 
 
 
 
Quando surgiu e quais os motivos que levaram à criação da Naturally Green?
 
A Naturally Green, inicialmente Green Food Lovers, surgiu pouco tempo depois da Sport Lovers. Trata-se de uma ideia de negócio que nasce pelo facto de uma das sócias da empresa seguir uma alimentação vegana e de termos identificado este nicho de mercado como uma oportunidade. Entendemos que seria uma simbiose interessante estar ligado a um estilo de vida saudável, quer por via da prática de desporto, no nosso caso de raquetes, quer por via da apresentação de alternativas alimentares saudáveis.
 
A Green Food Lovers acaba por evoluir para Naturally Green, pois pensamos que mais tarde ou mais cedo poderíamos ter uma oportunidade de negócio ligada a produtos ecológicos e promotores da sustentabilidade. A nossa filosofia neste ramo de negócio será sempre vegana, o que significa que não existe qualquer tipo de ingrediente de origem animal, abrindo também a possibilidade de podermos ter outro tipo de produtos não alimentares não testados em animais e sustentáveis tanto quanto possível.
 
Qual o estado da arte da alimentação biológica e vegetal em Portugal e qual o contributo que a Naturally Green pretende dar para uma mudança no estilo de vida?
 
A nossa experiência mostra que este é um segmento em clara ascensão. A indústria alimentar cresceu muito, há uma necessidade de alimentar cada vez mais pessoas em todo o planeta e os resultados estão à vista: tudo tem de acontecer mais depressa, de forma mais económica e em maior quantidade. Este contexto leva a que a qualidade dos alimentos diminua e sejam usados produtos e técnicas que não são os mais saudáveis e sustentáveis.
 
É neste sentido que queremos intervir, trazendo para Portugal produtos alternativos que substituam ou complementem a alimentação das pessoas, através de marcas reconhecidas e de grande qualidade de diferentes países. Todos os nossos produtos são 100% vegetais e preferencialmente biológicos, embora tenhamos alguns que não o são. Entendemos que, desta forma, estamos a promover o bem-estar, uma forma de vida mais saudável e a sustentabilidade do nosso planeta.
 
Quais são os targets da marca em matéria de retalhistas?
 
O foco da Naturally Green será sempre chegar ao maior número de pessoas em Portugal. Neste momento temos mais de 130 pontos de venda espalhados pelo território continental e arquipélagos. Neste universo vendemos produtos distribuídos pela nossa empresa no pequeno comércio (ervanários, lojas de produtos saudáveis, lojas de produtos biológicos) e em superfícies maiores como os centros do El Corte Inglés, os Supermercados Apolónia e ainda algumas lojas Intermarché.
 
Trabalhamos também o canal horeca, sendo que um número cada vez maior de restaurantes usa os nossos produtos, de Norte a Sul do país. Por exemplo, no Norte, inúmeros restaurantes usam o queijo Violife para as suas francesinhas. Recentemente, lançámos também a nossa loja online, onde vendemos os produtos que distribuímos, tentando chegar aos pontos do país onde ainda não temos pontos de venda.
 
A distribuição da Naturally Green é apenas nacional ainda?
 
Sim, temos a distribuição exclusiva de várias marcas em território nacional, nomeadamente: os iogurtes Abbot Kinney’s, os chocolates Conscious, a Florentin Organic Kitchen, os chás Heath & Heather, os chips de couve Kale Leafy, as barras energéticas e pipocas Nom e o queijo Violife. No entanto já exportámos também produtos para Cabo Verde. No futuro queremos manter e consolidar esta presença em território nacional.
 
Qual a importância que a ANJE teve no seu percurso como empreendedor e na evolução dos projetos Sport Lovers e Naturally Green?
 
A ANJE teve um contributo importante no lançamento e acompanhamento deste projeto. Infelizmente não pudemos aproveitar todas as oportunidades que nos foram dadas, nomeadamente na área da formação, pela exigência temporal dos projetos em curso. Estou, contudo, seguro que a ANJE é uma excelente escola para os empreendedores.
 
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250 MIL EUROS DE FATURAÇÃO É META PARA O FINAL DE 2018
 
O trajeto da Naturally Green no mercado tem sido marcado pela expansão. Desde o arranque do projeto em outubro de 2016 até hoje, a marca já conseguiu aumentar o número de insígnias comercializadas de um para sete e o número de retalhistas disponíveis para comercializar os produtos continua a crescer.
 
Quais são os próximos passos da marca a curto e longo prazo?
 
O nosso objetivo é estabilizar e fazer crescer as marcas que temos atualmente, fazendo chegar os produtos que distribuímos a cada vez mais pessoas e estando sempre atentos a oportunidades de negócio que possam surgir. Queremos sempre ter os melhores produtos e as melhores marcas, pelo que é um negócio bastante  dinâmico e não sabemos o que pode acontecer amanhã.
 
Quais são os resultados da Naturally Green até hoje no mercado?
 
Começámos com a marca Violife em outubro de 2016 e, desde abril, aumentámos o nosso portefólio para sete insígnias. Assim sendo o volume de faturação tem aumentado bastante e julgo que este ano iremos já ultrapassar os 250 mil euros. Os clientes têm também aumentado todas as semanas e estou certo que, em breve, vamos ultrapassar a barreira dos 200 pontos de venda.
 
Na perspetiva pessoal, tem novos projetos com lançamento previsto para o futuro próximo?
No futuro próximo quero estabilizar o que temos. Também na área do desporto tivemos novidades recentemente, com a aquisição da representação da marca Tecnifibre em Portugal, pelo que nos espera muito trabalho pela frente em todas as vertentes. No entanto, somos uma equipa atenta à evolução do mercado e às oportunidades disponíveis.
 
BI DOS EMPREENDEDORES
 
Sérgio Horta tem 34 anos e é apaixonado pelo desporto. Há mais de dez anos a trabalhar neste setor como responsável de toda a atividade de uma marca desportiva e como gerente da Portugal Squash Colombo e da Academia de Ténis do Sport Club do Porto, o empreendedor é natural de Lisboa. Aliás foi em Lisboa que Sérgio Horta concluiu a sua licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial pelo Instituto Superior Técnico. 
 
Liliana Nicolau concluiu o seu mestrado em Comunicac?a?o Audiovisual, estando ligada ao setor do desporto ha? alguns anos. A comunicac?a?o, o marketing, a organizac?a?o de eventos e a representac?a?o de marcas desportivas são as áreas de especialidade da empreendedora. 
 
Catarina Ferreira tem 31 anos e é  formada em Educação Física e Desporto no Instituto Superior da Maia. É responsável pela administração e organização dos clubes e marcas.
 
Hugo Cunha tem 30 anos de idade e é Mestre em Educação Física e Desporto, pelo ISMAI. Apaixonado por desporto, tem no Ténis a sua especialização de treino. Na SportLovers está dedicado à gestão das atividades desportivas associadas aos desportos de raquete. 
 
14.06.2018