PT | EN

EasyAim: plataforma de simulação permite aprimorar habilidades de tiro em qualquer lugar

Destaque
E se pudesse treinar as suas capacidades e técnicas de tiro sem sair do seu lugar? É precisamente esta vantagem que oferece a EasyAim, através de uma plataforma que fornece soluções de treino de tiro num simulador que possibilita a redução de custos financeiros e o impacto ambiental. Carlos Ferra, Diretor de Marketing da empresa incubada da ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários, revelou alguns factos sobre a construção da solução, a sua afirmação no mercado e os planos para o futuro.
 
Quando surgiu a EasyAim? Quais as circunstâncias e os motivos que levaram à criação do negócio?
A EasyAim foi fundada em 2016. Na sua base está a constatação da necessidade de desenvolver soluções de treino de tiro que possam ser utilizadas em qualquer local, replicadas e que sejam uma alternativa ecológica e de baixo custo face aos sistemas de treino tradicionais.
 
A solução da EasyAim é pioneira no mercado ou já existe concorrência? 
Existem outras empresas que desenvolvem simuladores de tiro, mas que se dedicam quase em exclusivo ao continente americano e tornam difícil a implementação destes sistemas noutros locais.
 
Quais os fatores que diferenciam positivamente a EasyAim da concorrência?
Principalmente a portabilidade e a universalidade. A portabilidade, na medida em que o seu transporte, a montagem e a calibração podem ser feitos apenas por um utilizador. E a sua utilização é eficaz em quaisquer condições de iluminação. Assim, não há necessidade de utilização em salas de ambiente controlado ou da instalação de câmaras escuras, nem é necessária a presença de um técnico especializado para proceder à montagem. A universalidade, pelo facto de a solução poder ser utilizada em qualquer tipo e calibre de arma, desde armas de gás, airsoft ou armas de fogo reais.
 
Quais são as principais vantagens que destacam na utilização da solução da EasyAim em detrimento dos métodos de treino tradicionais?
Face aos métodos de treino tradicionais, a utilização do simulador de tiro da EasyAim permite uma redução de custos associados ao campo de tiro e às munições. Adicionalmente, os treinos de capacidade de decisão podem ser controlados e replicados em qualquer momento, sem que este tipo de treino implique que haja uma equipa a realizar pessoalmente as situações a treinar.
 
Como está a decorrer o processo de entrada e afirmação no mercado? 
A nossa entrada no mercado vai ocorrer verdadeiramente apenas em 2019. Neste momento, temos já contactos efetuados e estamos a trabalhar em provas de conceito para finalidades específicas e já definidas.
 
A internacionalização é um objetivo desde o primeiro ou um plano para o futuro? 
A internacionalização é um objetivo desde o primeiro dia. Os mercados principais serão não só o português e o brasileiro, pela proximidade linguística, mas também a restante Europa, a China e os Estados Unidos da América.
Nos casos europeu e brasileiro, há de facto uma necessidade de soluções relacionadas com treino efetivo de capacidades de tiro em que as situações possam ser controladas e replicadas. No caso dos mercados asiático e norte americano, a aposta passa pela dimensão destes mercados e pela atração existente por esta solução específica.
 
Estão apenas focados na área de treino para tiro ou pretendem levar esta solução de simulação para outros setores de mercado? 
Na diversificação para o mercado de treino de tiro, surgem como setores interessantes o entretenimento e o gaming. Estas áreas, em que existe já uma grande apetência pelo universo de tiro, podem ser equacionadas migrações da tecnologia para outras plataformas, permitindo uma maior imersividade em contexto de jogo.
 
Quais as prioridades da EasyAim para o curto e o longo prazo?
A curto prazo pretendemos desenvolver software e uma segmentação completa do produto face aos mercados selecionados. A médio prazo pretendemos desenvolver as soluções de hardware de que dispomos, nomeadamente no que respeita ao encapsulamento e ao dispositivo laser, desenvolvendo também iniciativas de proteção de propriedade industrial.
16.11.2018