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DRONEMAP voa no mercado ao sabor da evolução tecnológica

Destaque
A DRONEMAP nasceu em maio deste ano para prestar serviços de cartografia, monitorização, inspeção e fotografia com recurso a drones e suporte informático. O projeto associado da ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários produz levantamentos topográficos georeferenciados, aerofotogrametria e modelações 3D. A DRONEMAP entrou em força no mercado e conta já com projetos desenvolvidos com Gabinetes de Arquitetura e Engenharia na região Norte do país, abrindo as portas à diversificação de atividade no futuro. João Maia é sócio-gerente do projeto e fala-nos do presente e futuro da DRONEMAP, bem como as circunstâncias e a legislação do mercado.
 
1. Como surgiu a ideia da DRONEMAP?
 
A ideia da DRONEMAP surge a partir da perceção da constante evolução das novas tecnologias nos diferentes setores de atividade. A partir daí desenvolvemos este projeto que permite agilizar e automatizar a recolha e o processamento de dados com recurso a drones, bem como a criação de modelos tridimensionais do terreno, com elevado detalhe em área e volume de construção. A DRONEMAP tem como áreas core de intervenção a cartografia, monitorização e inspeção, fotografia e o suporte informático. Neste leque, a cartografia e aerofotogrametria com recurso a drones assumiram especial importância na criação do negócio, tendo, de resto, dado origem ao nome da startup.
 
2. Qual foi a estratégia adotada para a implementação do projeto no mercado?
 
O primeiro passo foi uma pesquisa exaustiva das opções existentes no mercado e a realização de reuniões com representantes comerciais de diversas empresas que fornecem drones e outros equipamentos relevantes e instituições oficiais para o enquadramento da atividade pretendida. Após esta exaustiva jornada desenhamos a melhor proposta de valor para os objetivos assumidos pela DRONEMAP desde o primeiro momento e colocámos o projeto no mercado.
 
3. O que distingue a DRONEMAP das restantes empresas do mercado?
 
A DRONEMAP distingue-se da concorrência pela possibilidade de integração de diversos serviços nas áreas de cartografia, aerofotogrametria, levantamentos topográficos georeferenciados, monitorização e inspeção, fotografia e vídeo e suporte informático. A aposta forte que fizemos na formação, informatização e interdisciplinaridade das novas tecnologias, permite-nos assegurar que a DRONEMAP presta serviços com eficiência, qualidade, rapidez e apoio personalizado aos clientes. 
 
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4. Qual é o raio de intervenção da DRONEMAP no mercado? Quais os segmentos e as geografias abrangidas?
 
A empresa está sediada na cidade da Maia e por esse motivo a nossa atividade tem-se desenvolvido principalmente na região Norte de Portugal. Neste segmento, estamos já a desenvolver trabalhos de cartografia em parceria com Gabinetes de Engenharia e Arquitetura e já realizámos trabalhos de fotografia nos seguintes concelhos: Maia, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Porto, Matosinhos, Esposende e Vila Real. No entanto, o nosso modelo de negócio e método de operação no mercado permite prestar serviços em qualquer área geográfica do país ou no estrangeiro.
 
5. Quais são as prioridades definidas para garantir o crescimento sustentável do negócio no futuro?
 
A principal prioridade da DRONEMAP é garantir uma relação de confiança e transparência com os seus clientes. Para concretizar este objetivo, é também fundamental a formação contínua nesta área e o acompanhamento das novas tecnologias para estarmos sempre um passo à frente da concorrência e oferecermos as soluções mais atuais e eficientes ao cliente.
 
6. Qual é a vossa visão sobre a necessidade de legislar a intervenção nos drones? Em que medida este fator pode condicionar o Vosso negócio?
 
Na DRONEMAP concordamos com a necessidade de produzir legislação mais específica relativamente à intervenção dos drones. Estamos a operar dentro dos parâmetros da legislação em vigor e, sendo associados da Associação Portuguesa de Aeronaves Não Tripuladas, queremos estar a par e contribuir ativamente na construção de novas leis. Acreditamos que a nova legislação deve distinguir claramente a vertente profissional da vertente lúdica e tornar obrigatório o registo de drones e pilotos num sistema centralizado.
 
7. Já trabalham nos segmentos de cartografia, monitorização, fotografia e suporte informático. Como é que acham que o Vosso negócio vai evoluir nos próximos 10 anos?
 
A procura de trabalho com recurso à utilização de drones está em crescimento e revolucionou a cartografia, monitorização, inspeção e fotografia. As características técnicas dos equipamentos estão em constante evolução e por isso é expectável que o negócio cresça nos próximos dez anos. Na DRONEMAP queremos acompanhar a evolução de hardware e software para otimizar a qualidade dos serviços prestados, tentando também abraçar novos serviços. 
 
BI DO EMPREENDEDOR
 
João Maia (fundador da DRONEMAP)
O percurso académico de João Maia na área de Biologia iniciou na University of South Wales, no Reino Unido. O fundador concluiu depois o mestrado e o doutoramento nesta área, tendo o doutoramento versado sobre os temas de Biodiversidade, Genética e Evolução e sido concluído na Universidade do Porto e na Universidade Pompeu-Fabra, Barcelona. Paralelamente à investigação científica, o empreendedor sempre esteve ligado às áreas da Engenharia, Arquitetura e Topografia, tendo contribuído para diversos projetos ao longo de vários anos. João Maia viu sempre a fotografia como um hobby e possui conhecimentos de informática avançados e um interesse constante sobre as evoluções tecnológicas. Desta forma, o seu espírito empreendedor levou-o à criação da DRONEMAP, que resulta no culminar de um conjunto de conhecimentos e experiências que se interligam nas várias áreas de atividade desta startup.
 
27.09.2017