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As dicas de investimento de Chris Wade (Venture Partner da Octopus Investments) que deve reter

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O dia I(nvestimento) chegou. O pitch está pronto, o modelo de negócio validado e as primeiras vendas fechadas. O que é que falta para conseguir o primeiro investimento? Esta é a questão de partida para os empreendedores que procuram financiamento e lideram negócios no estágio seed e o desafio que lançamos a Chris Wade, Venture Partner da Octopus Investments, na WE’BIZ Talk "How to build a unicorn from scratch in Europe?", realizada na Sede Nacional da ANJE, no Porto. 
 
Depois de ouvir Chris Wade num fireside chat com Felipe Ávila da Costa, cofundador da Infraspeak, já conseguimos apontar alguns caminhos. Mas antes vamos conhecer melhor o perfil do orador internacional convidado para a sessão de partilha de conhecimento relevante para startups. Chris Wade está ligado ao investimento em novos negócios há quase uma década e conta com experiências como diretor da unidade de capital de risco da UK Trade & Investment e venture partner na Entrepreneur First. O venture partner da Octopus Investments já obteve exits bem-sucedidas em várias startups early stage, através da preciosa agenda de contactos e das relações estratégicas que construiu com corporates na Europa, Ásia e América do Norte.
 
Na vertente prática, Chris Wade analisou o desafio da captação de financiamento sob dois ângulos: o do empreendedor e o do VC. 
 
O QUE PROCURA O VC/INVESTIDOR?
 
De acordo com o Venture Partner da Octopus Investments o primeiro aspeto avaliado pelo VC é a EQUIPA. Eu gosto realmente da equipa? Eu acredito que a equipa será capaz de tentar singrar no mercado? Eu acredito que depois do arranque menos promissor eles serão capazes de ajustar e voltar a tentar? A capacidade da equipa para enfrentar, superar e adaptar-se aos desafios durante a jornada no mercado, e enquanto os obstáculos surgem, é fundamental para avançar com o primeiro investimento. Em seguida o VC valoriza o TALENTO. O talento é a base para executar o que os fazedores propõem. Contudo, os empreendedores não devem esquecer que saber ouvir é um talento tão importante como o conhecimento técnico. Os investidores procuram “talento com ouvidos operacionais”.
 
O QUE DEVEM FAZER OS EMPREENDEDORES?   
 
Chris Wade acredita que antes da procura do investimento seed há um trabalho de casa intensivo que os empreendedores devem realizar. A primeira questão que os fazedores devem levantar é: eu confio neste VC? O passo seguinte prende-se com uma extensa pesquisa sobre a pegada de ações e investimentos dos investidores no mercado para ajustar o pitch à proposta de valor e ao perfil esperado pelo VC. Quais são as áreas de investimento preferenciais do VC? Quais os montantes investidos nas últimas operações realizadas? Qual a participação que o investidor assume normalmente após o investimento em novos negócios? Todas estas questões devem ser equacionadas pelos empreendedores antes do pitch para a captação de investimento.
 
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Após a partilha de conhecimento e dicas para a apresentação de negócios em rondas de financiamento seed, a conversa entre Chris Wade e Felipe Ávila da Costa convergiu para uma análise macro ao ecossistema de empreendedorismo nacional. Na opinião de Chris Wade, “Portugal precisa de mais VC’s”. “Quando alguns dos empreendedores de sucesso do ecossistema português se tornarem VC’s, o ecossistema poderá dar um salto competitivo”, refere o convidado especial da WE’BIZ Talk.
 
No momento de escolher as áreas de investimento do futuro, o Venture Partner da Octopus Investments escolheu a Inteligência Artificial, os Carros Autónomos e a Fintech como áreas de elevado potencial de captação de financiamento. Interpelado pelo grupo de empreendedores presentes na sessão, o orador adiantou ainda que, no seu caso, só abdica dos negócios investidos “Quando todas as opções humanamente possíveis para alavancar o negócio estão esgotadas”.
 
Chris Wade terminou a sua intervenção na WE’BIZ Talk "How to build a unicorn from scratch in Europe?" com a resposta à questão: Quando tempo demora, por norma, um negócio bem-sucedido a passar pelos estágios seed, Serie A e exit? Na opinião de Chris Wade não é possível determinar um período exato, mas o orador adiantou que, de acordo com a sua experiência, “Sete anos é o tempo necessário para perceber se um negócio que foi investido vai ser bem-sucedido ou não”. 
 
04.05.2017