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Startups portuguesas com perfil exportador acentuado e mais impacto na economia

Informa
O empreendedorismo tem um impacto crescente na economia portuguesa e o perfil exportador das startups nacionais está a acentuar-se. Estas são duas das principais conclusões possíveis de retirar do estudo "Empreendedorismo em Portugal" produzido pela Informa D&B. O estudo analisa a evolução do ecossistema e das novas empresas portuguesas entre os anos 2007 e 2016 e permite perceber a evolução dos novos negócios, bem como o impacto real no tecido empresarial e na economia. Abaixo pode consultar algumas das principais conclusões:
 
EVOLUÇÃO DO NÚMERO DE STARTUPS
 
Entre 2007 e 2016, foram constituídas 347.272 empresas e outras organizações, número que representa uma média anual de quase 35 mil, das quais 97% são empresas. Entre 2008 e 2012 registou-se uma queda na constituição de empresas, com exceção verificável no ano de 2011, em que a possibilidade de constituição de empresas com capital social mínimo de um euro por sócio impulsionou o número de nascimentos. O ano de 2013 assinala o arranque de um ciclo de expansão de três anos consecutivos no número de nascimentos, sendo 2015 o melhor ano neste capítulo desde 2007. Em 2016, foram criadas 37.248 empresas e outras organizações em Portugal, menos 1,9% face a 2015, mas mantendo-se acima da barreira dos 37 mil. 
 
O PERFIL DAS STARTUPS
 
O estudo mostra que existe mais iniciativa individual e de menor dimensão. As sociedades unipessoais ganharam terreno e a dimensão média das startups diminuiu (passou de 2,6 empregados e 90,2 mil euros de volume de negócios em 2007 para 2,3 empregados e 65 mil euros em 2015). Também o capital social inicial é mais baixo.
 
As startups têm vindo a acentuar o perfil exportador. Em 2015, 11,6% das novas empresas vendem para o exterior no primeiro ano de vida, número que representa um crescimento de 4,4 pontos percentuais face a 2008, passando também as vendas para os mercados externos a representar mais de metade do
seu volume de negócios.
 
SOBREVIVÊNCIA DOS NOVOS NEGÓCIOS
 
Os primeiros anos são cruciais para a sobrevivência das startups. A taxa de sobrevivência decresce mais acentuadamente nos primeiros anos de vida: cerca de dois terços das empresas sobrevivem ao primeiro ano de atividade, mais de metade (53%) ultrapassam o terceiro ano e 42% atingem a idade adulta (mais de cinco anos de atividade). No oitavo ano de atividade, apenas um terço das empresas mantém atividade.
 
IMPACTO NA ECONOMIA 
 
O universo empresarial tem mais empresas jovens do que maduras. As empresas com cinco ou menos anos são o segundo grupo mais relevante no universo de empresas, contribuindo com 9,1% do volume de negócios e com 16% do emprego total criado pelas empresas em Portugal, em 2015. As startups criaram quase um quinto (18%) do novo emprego gerado entre 2007 e 2014 no tecido empresarial. Se considerarmos também as empresas até aos cinco anos de idade, a percentagem sobe para os 46%.
 
As startups estão também a assumir um papel essencial na renovação setorial. As Telecomunicações e as Atividades imobiliárias são os setores com maior percentagem de startups. O rácio de nascimentos por encerramentos é mais elevado nas Atividades imobiliárias e na Agricultura, pecuária, pesca e caça, sendo que nas primeiras são constituídas quase cinco empresas por cada uma que encerra.
 
Quer conhecer mais dados sobre a evolução do ecossistema? Pode consultar mais dados sobre o estudo "Empreendedorismo em Portugal" aqui. 
 
21.06.2017