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Portugal Fashion reflete bom momento da moda portuguesa

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Depois da abertura em Lisboa, a 20 de março, o 32.º PORTUGAL FASHION prosseguiu no Edifício da Alfândega do Porto, entre os dias 21 e 23 do mesmo mês. Durante os quatro dias do evento, aconteceram 30 desfiles, onde jovens designers (Espaço Bloom), criadores consagrados e marcas de vestuário e calçado anteciparam as grandes tendências para o próximo inverno. 

Para o presidente da Comissão Executiva da ANJE, entidade organizadora do evento, “a qualidade, diversidade e extensão do programa de desfiles demonstram a força do PORTUGAL FASHION, mesmo numa conjuntura muito difícil para o país. Com uma gestão rigorosa, muito trabalho e o apoio dos nossos parceiros, conseguimos pôr de pé mais uma edição do PORTUGAL FASHION ao nível do notável historial do evento e daquilo que melhor se faz na moda internacional. Pensamos que, com mais esta prova de vitalidade, o PORTUGAL FASHION reflete também o bom momento da moda portuguesa em termos criativos e no que respeita ao reconhecimento internacional”, garante Manuel Lopes Teixeira.
 
O mesmo responsável sublinha, ainda, que “a opção pela repartição dos desfiles entre Lisboa e Porto é o renovar da aposta num modelo vencedor”. De facto, acrescenta, “a presença na capital do país tem permitido uma visibilidade acrescida a novos criadores e um reforço da notoriedade internacional da marca PORTUGAL FASHION, sem beliscar a histórica ligação do evento ao Porto – centro nevrálgico da Fileira Moda no nosso país”. 
 
Um pouco em contramão com o desânimo que se vive na sociedade portuguesa, o PORTUGAL FASHION escolheu para tema desta edição um conceito positivista: VIBE. O termo em inglês para vibração (contração de vibration) é, provavelmente, o que melhor define o efeito que uma criação artística gera em quem a está a fruir. Ao escolher este tema para a sua 32.ª edição, o PORTUGAL FASHION pretendeu “celebrar a sensação de vibração que a moda pode provocar com as suas formas inusitadas, os seus equilíbrios precários, as suas combinações inspiradoras, as suas cores estimulantes”. No fundo, trata-se de exaltar a diversidade de maneiras como as pessoas se deixam impressionar ou mesmo enternecer com as criações de moda.  
 
Propostas para a próxima estação fria 
 
Na passerelle, destacou-se, logo no primeiro dia, em Lisboa, a dupla Alves/Gonçalves, que apresentou, na Brand Gallery, uma coleção outono-inverno onde se materializam as suas obsessões ao nível da forma-rigorosa, ampla e assimétrica. Há pouco regressada de Paris, onde participou na Semana da Moda Prêt-à-Porter com o apoio do Portugal Fashion, Fátima Lopes encerrou a primeira jornada da 32.ª edição do evento com propostas gráficas e arquiteturais, para homem e mulher. 
 
No Edifício da Alfândega, o 32.º PORTUGAL FASHION VIBE arrancou em força com os desfiles de Katty Xiomara, Júlio Torcato e Anabela Baldaque. Na sexta-feira, dia 22, assistiu-se na Alfândega do Porto à abertura das portas do Espaço Bloom, enquanto na passerelle principal as atenções estiveram voltadas para os criadores Ricardo Preto (com a marca Meam), Luís Buchinho, Miguel Vieira, Diogo Miranda e Teresa Martins (com a marca TM Collection). 
 
No sábado, o programa de desfiles iniciou-se com a habitual apresentação coletiva de marcas de vestuário nacionais. Coube à Concreto by Helder Baptista, à Cheyenne, à Mad Dragon Seeker e à Dom Colletto dignificarem a reconhecida qualidade do pronto-a-vestir nacional. De igual forma impendeu sobre as marcas Cohibas, Dkode, Fly London, Goldmud + Alexandra Moura, Nobrand, J. Reinaldo e Silvia Rebatto a responsabilidade de representarem o vigor estético e competitivo do setor do calçado.
 
A meio da tarde, a passerelle principal do 32.º PORTUGAL FASHION VIBE acolheu as criações de Carlos Gil. De seguida, a Vicri destacou a alta alfaiataria e a Lion of Porches surpreendeu com a coleção Kids, para menina e menino. 
 
Um dos momentos altos do 32.º PORTUGAL FASHION VIBE foi, sem dúvida, o desfile de Felipe Oliveira Baptista. Desta feita, o criador de origem açoriana radicado em Paris, onde é diretor criativo da Lacoste, propôs uma coleção em que as formas adquirem uma primazia quase obsessiva. Já depois da Dielmar apresentar a sua alta alfaiataria, desta feita com looks vintage e retro, Luís Onofre encerrou o 32.º PORTUGAL FASHION VIBE com a sua mais recente coleção de calçado de senhora e carteiras, intitulada “Black is Back”. 
 
26.03.2013