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Performetric desenvolve app para reduzir a fadiga e aumentar a produtividade nas empresas

Destaque
A performance é a base do nome da Performetric e o motivo que está na génese da criação da startup tecnológica em 2015. Depois de ter vencido a quinta edição do Rockstart Answers em Portugal, iniciativa organizada pela ANJE e a Rockstart, a empresa levou já a sua solução de gestão e controlo da fadiga em tempo real para os mercados de França, Espanha, Reino Unido, Itália, Alemanha, Suécia e Estados Unidos da América. O objetivo é o mesmo do primeiro dia: ajudar as empresas a detetar e atenuar a fadiga, contribuindo para a melhoria dos resultados nos seus indicadores chave de desempenho. Como? O cofundador da Performetric, André Pimenta, explica nas respostas abaixo.
 
Como surgiu a ideia de criar a Performetric?
 
A Performetric foi criada em agosto de 2015. Na universidade estávamos a trabalhar com a tecnologia que usamos atualmente em contexto investigação e decidimos tentar trazer a tecnologia para a indústria, pois acreditámos que a gestão de fadiga podia ter valor no setor empresarial e seria cada vez mais importante. Com a ajuda da Startup Braga e a participação no seu programa de aceleração foi o que fizemos.
 
A solução tecnológica de gestão e controlo da fadiga da Performetric é pioneira?
 
Sim, podemos dizer que somos pioneiros. A gestão de fadiga, ou melhor, a deteção de fadiga tem sido alvo de interesse no setor automóvel e em áreas críticas como a indústria mineira ou os centros de controlo. Contudo esta gestão é feita através de sistemas invasivos ou sem informação em tempo real. Nós queremos que esta gestão possa ser feita em qualquer ambiente e sem recurso a tecnologias ou sistemas invasivos, mas sim através de um computador ou telemóvel que já usamos na nossa rotina. Este facto é um conceito novo para muitas empresas.
 
Quais os maiores benefícios que as empresas podem extrair da utilização do aplicativo da Performetric?
 
Diria que o grande benefício é a capacidade de gerir a fadiga mental e assim aumentar o bem-estar dos colaboradores. A nossa aplicação apresenta recomendações de bem-estar como, por exemplo, momentos para pequenas pausas do utilizador, facto que permite reduzir o desgaste no final do dia-dia. Os gestores, por sua vez, podem antecipar a resolução de problemas como a fadiga extrema ou o burnout e conseguem medir o efeito das médias e iniciativas criadas para aumentar o bem-estar de cada colaborador.
 
A implementação da Performetric é igual para todas as empresas ou há uma adaptação às organizações?
 
O processo de implementação é global e bastantes simples. As organizações apenas precisam de criar conta no sistema através do nosso site e convidar os seus colaboradores dentro da plataforma via e-mail. Posteriormente, cada um deles irá receber um convite com um link para instalar a nossa aplicação. Este processo decorre em menos de dois minutos. Porém por vezes acabamos por fazer algumas adaptações, pois encontramos empresas com estruturas diferentes e com alguns requisitos especiais.
 
A Performetric é uma solução aplicável e direcionada para todos os setores do mercado ou há alguns alvos preferenciais?
 
Já estamos a trabalhar em diferentes áreas, sendo o grande foco neste momento os setores de call center e operações de backoffice, bem-estar corporativo e eSports. Contudo queremos e vamos estar em mais setores como, por exemplo, a educação ou os setores de atividade crítica.
 
O facto de trabalharem com empresas globais já vos abriu as portas dos mercados externos ou estão focados apenas em Portugal?
 
Pensamos no mercado global desde o primeiro dia. Neste momento estamos a trabalhar com empresas de Portugal, França, Espanha, Reino Unido, Itália, Estados Unidos da América, Alemanha e Suécia. Podemos também afirmar que a região Norte da Europa é um mercado mais aberto e preocupado com a questão da fadiga mental e bem-estar.
 

Versão mobile e integração de serviços são os próximos passos

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A nova plataforma da Performetric chegou agora ao mercado com interface melhorada e a integração com outros serviços é o passo que se segue na lista de prioridades para a startup. No horizonte da equipa da Performetric está a ambição de tornar a empresa numa referência internacional para o controlo e a gestão da fadiga mental no segmento empresarial.
 
Qual é a prioridade da Performetric no curto prazo?
 
Acabamos de lançar a nova versão da nossa plataforma com uma interação com o utilizador melhorada e estamos, neste momento, focados em desenvolver uma versão mobile e permitir integrações com outros serviços como o G-Suite ou o Office 365.
 
Quais os indicadores de performance de referência da Performetric no mercado?
 
Temos vários casos, dependendo do contexto da empresa. Já ajudámos, por exemplo, empresas a reduzir o tempo de espera no atendimento ao cliente em 20%. Como estamos a trabalhar em diferentes setores, os indicadores de performance acabam por estar muito ligados à dinâmica do próprio mercado e ao contexto da empresa. Contudo o que entregamos ao cliente é sempre uma solução que lhes permite ver e medir o efeito da gestão da fadiga mental nos seus key performance indicators.
 
Como vê a empresa daqui a três anos? Querem continuar a evoluir a solução com novas features?
 
Sim, claro. Estamos sempre a trabalhar para melhorar a nossa oferta e queremos que a Performetric seja o sistema de referência para a gestão de fadiga mental e do burnout, independentemente da área ou do setor de atividade envolvidos.
 
 
BI DOS EMPREENDEDORES
 
André Pimenta – Doutorado em informática pela Universidade do Minho e especialista em Inteligência Artificial.
 
Serafim Pinto – Licenciado em Engenharia informático é o responsável tecnológico (CTO) da Performetric.
 
Davide Carneiro – Doutorado em Informática, investigador e professor na Universidade do Minho e no Instituto Politécnico do Porto.
 
Paulo Novais – Professor na Universidade do Minho e presidente da APPIA (Associação Portuguesa Para a Inteligência Artificial)
 
08.10.2018