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Garantia Jovem pretende apoiar os desempregados não inscritos nos centros de emprego

Moedaeuro
O programa Garantia Jovem quer alargar a sua área de influência aos desempregados não inscritos. Apesar dos indicadores recentes sobre o desemprego demonstrarem resultados positivos, o conjunto de medidas produzidas para os cidadãos até aos 30 anos que não estudam ou exercem qualquer atividade profissional quer ainda orientar profissionalmente os jovens não inscritos no serviço público de emprego.
 
A reforçar esta ideia estão os testemunhos de duas figuras: Jorge Gaspar, presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e o secretário de Estado do Emprego, Octávio Oliveira. O primeiro, em declarações à Lusa, confirmou que do universo total de jovens desempregados ou fora do sistema de ensino (270 mil) cerca de metade não está inscrito nos centros de emprego. Para o presidente do IEFP este é, por isso, “um universo desconhecido”, tornando-se essencial a sua “identificação em concreto, para que do ponto de vista dos poderes públicos se lhes possa dar uma resposta”. No mesmo sentido, Octávio Oliveira, à margem de uma cerimónia de apresentação e discussão pública do programa Garantia Jovem decorrida no Porto, reforçou que é “necessário encontrar esses jovens que não estão inscritos no serviço público de emprego, para que, do seu diagnóstico, possa haver o encaminhamento para uma resposta”.
 
O secretário de Estado do Emprego afirmou ainda, a propósito da integração dos jovens no ensino e no mercado de trabalho, que “estão identificados em Portugal um conjunto de recursos na casa dos 1.300 milhões de euros para os próximos dois anos, para se encontrarem respostas que têm a ver com estágios profissionais, com apoio às empresas, mas também respostas ao nível da educação, permitindo que alguns jovens que tenham abandonado o sistema educativo, designadamente o ensino superior, possam regressar”.
 
Recorde-se que o Ministério da Solidariedade, Emprego e Solidariedade Social definiu que, para o biénio 2014/2015, “o objetivo da Garantia Jovem é desenvolver cerca de 378 mil respostas de educação, formação, inserção e emprego para os jovens portugueses (que não trabalham, não estudam nem seguem qualquer formação), o que envolverá um investimento de aproximadamente 1.300 milhões de euros”. A este montante acresce ainda um incentivo financeiro concedido pela Comissão Europeia avaliado em 300 milhões de euros de fundos comunitários.
 
 
12.02.2014