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Evolução

Tudo começou em 1979, quando um grupo de empreendedores ainda a despontar para a atividade empresarial decidiu reunir-se em torno da chamada Ala dos Jovens Empresários. Tratava-se de uma estrutura meramente informal e, por isso, insuficiente para fazer face aos entraves que se colocavam à criação e desenvolvimento de empresas em Portugal. Por conseguinte, o grupo avançou para uma verdadeira associação, na esperança de assim poder defender cabalmente os anseios do empresariado jovem. Nasceu então, a 29 de julho de 1986, a ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários.

À época, Portugal ultrapassara já a fase mais aguda da crise económica pós-Revolução de abril e apresentava as suas finanças públicas controladas. Por outro lado, acabara de aderir à auspiciosa CEE. No entanto, a economia portuguesa continuava tolhida por espartilhos constitucionais, o peso do Estado era sufocante, a burocracia cerceava a iniciativa privada, a competitividade assentava no baixo custo dos fatores de produção e nas desvalorizações cambiais, as instituições bancárias não facilitavam o investimento (sobretudo aos jovens) e a cultura empresarial vigente estava perfeitamente obsoleta. 
 
Havia, portanto, que pugnar pela liberalização do sistema económico e, em particular, por melhores condições tanto de acesso dos jovens à atividade empresarial como de proficiente exercício da mesma. Foi o que fez a ANJE, que paulatinamente assumiu a condição de porta-estandarte do movimento empreendedor português. Neste combate contra os obstáculos à livre iniciativa e pela emergência de uma cultura empresarial moderna, a praxis da associação desdobrou-se em dois sentidos: representação institucional junto dos decisores políticos, procurando sensibilizá-los para as contingências e necessidades específicas dos jovens empresários; e intervenção no terreno, através de iniciativas de carácter estruturante.
 
 

Interventiva em Matéria de Apoios

Ao nível dos instrumentos de apoio financeiro à constituição de empresas, destacam-se as seguintes ações de carácter estruturante: participação na gestão de fundos como o FAIJE – Fundo de Apoio à Iniciativa de Jovens Empresários (I e II) e, mais tarde, o SIJE – Sistema Integrado de Incentivos a Jovens Empresários e o SAJE – Sistema de Apoio aos Jovens Empresários; participação em diversas plataformas regionais do Programa FINICIA e a elaboração de protocolos no sentido de proporcionar melhores condições de financiamento aos jovens empresários, como é o caso da Linha de Crédito ANJE/ Caixa Geral de Depósitos, integrada em 2010 no pacote de soluções Caixa Empreender.

Precursora na Incubação Empresarial

Em 1994 a ANJE constituiu o Centro de Incubação da Maia e avançou com o Centro de Incubação de Faro, os primeiros de uma série de 11 estruturas destinadas à incubação e aceleração de empresas, que hoje se encontram espalhadas pelo país.  

A aposta na promoção de estratégias de internacionalização e de novos paradigmas de desenvolvimento, designadamente no âmbito do setor têxtil, conduziu a ANJE à criação do projeto Portugal Fashion, em 1995, e à sua expansão global, em 1999, com a produção do primeiro desfile no Brasil. Muitos outros projetos, dedicados a diversificados setores ou até multissetoriais, prosseguiram esta missão de sensibilização para a inovação e de estímulo ao desenvolvimento. Destaque, a propósito, para a iniciativa Sabores de Portugal, lançado em 2000 com o intuito de promover a gastronomia nacional.

Pioneira na Promoção do Empreendedorismo

Com um discurso inovador à época, a ANJE criou em 1997 a Academia dos Empreendedores e, desde então, desenvolveu uma missão evangelizadora em prol do empreendedorismo. Missão essa que, em traços gerais, consistiu na mobilização dos jovens portugueses para a necessidade de uma cultura de iniciativa e de risco. Atividades como a Feira do Empreendedor ou o Prémio do Jovem Empreendedor, encetadas pela Academia, acabariam por tornar-se importantes estímulos à inovação e à I&D, à transferência de conhecimento do mundo académico para o meio empresarial, à reconversão humana e tecnológica e à valorização de fatores críticos de competitividade, como a qualidade, o design e a criatividade.

Referência na Formação

Desde a fundação da ANJE, a aposta na dinamização do tecido empresarial mais jovem tem passado pela formação. Ou seja, pela oferta aos jovens empresários e seus colaboradores de conhecimentos, competências e ferramentas que lhes permitam vencer em mercados cada vez mais competitivos. Milhares de empreendedores, empresários, quadros médios e superiores passaram por projetos formativos tão diversos como: o Programa Pessoa, o Programa GENE – Geração de Novos Empreendedores, o Programa REDE e, mais recentemente, o Programa Formação PME, a Pós-graduação em Gestão ANJE e o TIL - Treino Intensivo em Liderança. Em 2011, a formação ANJE completou a sua oferta qualificante ao agregar um Centro de Novas Oportunidades.

Parceira do Empresário

Da orientação da ideia ao plano de negócio, da criação da empresa à sua expansão internacional, a ANJE assumiu, desde cedo, um posicionamento de proximidade em relação em empreendedor. A consultoria empresarial e financeira sempre foi uma importante valência da associação, trabalhada, inclusive, ao abrigo de projetos de formação/ ação como o Programa Fame, o Programa Rede ou a Formação PME. Em 2008, o lançamento da Loja do Empreendedor arrumou os diversificados instrumentos de consultoria especializada num espaço de apoio integrado de atuais e potenciais empresários.