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Arquitetura sem limites é a proposta da FAHR

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À primeira vista, arquitetura, fotografia, design e 3D parecem áreas de atividade produzidas sob linguagens e princípios independentes de qualquer relação. Mas a startup FAHR 021.3 contraria este pressuposto e, perante a imensidão de ofertas convencionais do nosso mercado, aplica o conhecimento técnico e experiência internacional na criação de soluções convergentes, renovadoras e úteis aos diferentes setores, chamando a si a missão de contribuir para o desenvolvimento das Indústrias Criativas. O conceito Hairchitecture – que aplica a arquitetura ao hairstyling – é uma das inovações introduzidas pela empresa portuguesa de inspiração alemã. 
 
FAHR 021.3 junta as iniciais dos empreendedores Filipa Almeida e Hugo Reis e, apesar corresponder também à palavra alemã que, segundo os próprios, significa “condução ou viajar”, a empresa supera a dimensão concetual, gerando “novos métodos e visões arquitetónicas”. Resumidamente, Hugo Reis afirma que “esta indústria criativa apresenta-se à sociedade na procura de desenvolver e oferecer novas ideias nos campos da arquitetura, fotografia, design, micro e macro intervenções urbanas”, para além de apostar no “acompanhamento de outros sectores a ligados a estes”. 
 
Na hora de definir targets, os fundadores da empresa sublinham a abrangência da sua proposta de valor, mas acabam por definir como principais alvos da FAHR “os agentes culturais, empresas públicas ou privadas, que pretendam intervenções temporárias - como stands ou estruturas singulares e criativas de promoção de uma marca - ou a exploração de um conceito”.
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Regressaram a Portugal para empreender
 
Formado em arquitetura pela Escola Superior Artística do Porto, Hugo Reis iniciou em 2010 o “seu percurso internacional e cruza-se com Filipa no escritório J.Mayer H., em Berlim”, conta o próprio. A partir daí, a arquiteta formada pela Escola Superior Artística do Porto, em 2006, que “frequentou também a TU Berlin, em 2004”, junta-se ao empreendedor natural de Guimarães, no desenvolvimento de uma atividade profissional conjunta.
 
Mas foi o país de origem de ambos o escolhido para a materialização deste projeto empreendedor. Em maio do ano transato, nasce a FAHR 021.3, empresa que, segundo Hugo Reis, se diferencia por um “método de trabalho que concentra as metodologias adquiridas em Portugal e na Alemanha”, bem como pela incorporação de “ferramentas”, “linguagens” e fortes influências culturais e contemporâneas trazidas de Berlim. Após um ano de existência, “o projeto está ainda numa fase embrionária”, que é simultaneamente descrita pelos empreendedores como uma “fase de expansão”, e continua permeável às oportunidades que permitam “abrir o leque da área de intervenção”.
 
Arquitetura em cabelo 
 
Na oferta diversificada e multidisciplinar da FAHR, o projeto Hairchiteture figura como um exemplo claro da ambivalência e predisposição da empresa portuguesa para ampliar os horizontes da oferta nacional. A “fusão de duas áreas tão distintas mas igualmente criativas”, como a indústria capilar e a arquitetura, surgiu "com a proposta do cabeleireiro Fulgêncio Augusto “Gijo” " e  sugere um novo conceito, onde “o interessante é o fator surpresa”, afirma Hugo Reis a propósito desta união inesperada. 
A apresentação do Hairchiteture foi preparada para o projeto Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012 e, desde então, a adesão ao conceito tem crescido e superado as expectativas. O projeto promete não ficar por aqui, sendo que a dupla de empreendedores espera com ele “abrir novos caminhos”, solidificando por esta via a afirmação da FAHR no contexto das indústrias criativas nacionais. 
 
Entre o vasto portefólio de trabalhos desenvolvidos pela empresa surge em destaque a instalação Reflexo*oxelfeR, uma das ideias vencedoras na linha de instalações da Convocatória Aberta Manobras no Porto 2012. Na competição dedicada à recuperação e reavivamento das zonas históricas da cidade do Porto, a FAHR apresentou uma película espelhada, combinando jogos de sombra/reflexo/luz que realçaram a lenda e a realidade de Miragaia. A ideia valeu não só o reconhecimento pela organização, mas também a implementação da instalação nos arcos de Miragaia, com a consequente exposição do trabalho criativo da empresa. Ainda na atuação multidisciplinar da FAHR são dignas de registo as presenças no showcase internacional Get Set Festival 2012 e no Cerveira Creative Camp, entre outras competições, exposições e prémios criativos.  
 
Ambição e networking na expansão do negócio
 
O “investimento em novos mercados”, a prática de “networking” e a identificação de “novas oportunidades” são definidos por esta dupla de empreendedores como fatores prioritários para assegurar o crescimento da empresa. Internacionalizar é uma ambição equacionada pela FAHR e, apesar de reconhecer que é cedo para crescer fora de portas, Hugo Reis acredita que a “versatilidade e conhecimento adquiridos no percurso internacional garantem a facilidade de adaptação e capacidade de resposta” exigidos pela exposição de serviços fora de portas. 
 
Para já, a empresa “procura chegar ao consumidor muito através das redes sociais, eventos e convívios empresariais”. No futuro, Hugo Reis e Filipa Almeida ambicionam “crescer como indústria criativa multidisciplinar” e, para tal, esperam vir a contar com a aposta financeira de um parceiro. Nesse percurso, os associados da ANJE reconhecem contar com o suporte de uma associação que veem como “elemento de ligação entre os jovens empresários e o fator oportunidade”. 
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15.07.2013