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ANJE defende aplicação de fundos comunitários na exportação e na reindustrialização

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Reindustrializar o país e reforçar o apoio às indústrias exportadoras de bens transacionáveis foram as prioridades definidas pelo presidente da ANJE, João Rafael Koehler, para a aplicação da nova vaga de fundos comunitários resultantes do acordo de parceria 2014-2020. Em declarações à margem do almoço-debate com o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Emídio Gomes, corganizado no Porto pela associação, João Rafael Koehler defendeu uma nova distribuição territorial e setorial dos incentivos financeiros europeus.

Subordinado ao tema “O papel da região Norte no processo de reindustrialização da economia portuguesa", o almoço serviu para realçar a importância económica da região e preparar o futuro tendo em conta os recursos do novo quadro de fundos comunitários para o período 2014-2020 - Portugal 2020. Segundo o presidente da ANJE, os fundos do novo quadro devem ser atribuídos e geridos de forma "equitativa, territorialmente responsável e geograficamente bem medida".

Na opinião de João Rafael Koehler, "não faz sentido Portugal continuar a investir em regiões do país que não são elegíveis”. Sem defender "propriamente uma aposta no Norte", o presidente da associação destacou a necessidade urgente de deslocalizar fundos alocados às indústrias tradicionais, em detrimento de uma aposta crescente "em indústrias que sejam exportadoras e que estejam na área dos bens transacionáveis, para trazer valor acrescentado quer às empresas, quer ao país". Para exemplificar a aposta em atividades em crescimento, sublinhou os bons resultados obtidos nas indústrias têxtil e do calçado, setores onde Portugal  “já conseguiu provar o que consegue fazer”.

Para o presidente da CCDR-N, o acordo de parceria 2014-2020 entregue pelo Governo em Bruxelas traduz-se num “sinal de esperança para a região”. Segundo Emídio Gomes, "a região do Norte tem que aspirar a poder convergir com a ajuda" dos recursos do novo quadro de fundos comunitários para o período 2014-2020 e os "indicadores de que há do acordo de parceria e das intenções do Governo fazem acalentar essa esperança".

Na sua intervenção no almoço-debate, Emídio Gomes destacou ainda o papel da região Norte na economia portuguesa, nomeadamente na posição de destaque que poderá assumir "neste novo contexto da chamada reindustrialização do país". O professor catedrático apontou a "dinâmica exportadora do segmento [de empresas] PME Líder da região e o desafio existente ao nível "das políticas da inovação, do emprego e da qualificação do emprego" como pontos fortes para consolidar a importância nacional do Norte.

10.02.2014