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ANJE apresenta plano para redesenhar o país através da economia

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A ANJE apresentou ao Presidente da República o Plano Infante - Acreditar na Economia Real. Trata-se de uma proposta de modelação de um programa nacional a longo-prazo, que se assume como um desafio estruturante para redesenhar o País a partir da economia. A inovadora proposta lançada por uma nova geração de empresários ficou a ser conhecida no decorrer da conferência “Empreendedorismo da Economia Real”, realizada da sede da associação, dia 16 de setembro, com qual encerrou o roteiro “Economia Real: Empreendedores que não se resignam”. A iniciativa levada a cabo pela Presidência da República, a convite da ANJE, levou para o exterior o encontro “Os Jovens e o Futuro da Economia”, que acontecera no passado mês de fevereiro, em Belém.
 
Motivados pela materialização das ideias expostas aquando do encontro que reuniu mais de 50 empreendedores, os jovens empresários propuseram agora uma jornada centrada na economia real e naquele que pode ser o seu contributo para relançar o País. Por isso, o programa complementou a visita a um conjunto de empresas de sucesso com uma reflexão protagonizada precisamente por alguns desses jovens empreendedores, que partilharam experiências, no sentido de identificar aquelas que são as áreas críticas de intervenção, sobretudo ao nível do enquadramento político e fiscal.  
 
A conferência organizada pela ANJE teve início com o painel “Startups - Economia Real”, composto por Miguel Fonseca, da Edigma, João Barros, das empresas Streambolico e Veniam, Bruno de Carvalho, dos projetos Active Aerogels e Active Space Tech, Nuno Sebastião, da Feedzai, e ainda Diamantino Costa, da direção nacional da ANJE. O programa prosseguiu com o painel “Médias e Grandes Empresas - Economia Real”, onde estiveram reunidos os líderes dos projetos integrados no roteiro da Presidência da República: João Rafael Koehler, da Colquimica, Raquel Vieira de Castro, da Vieira de Castro, André Oliveira, da Primor, e Nuno Miller, da Farfetch. A moderação foi assegurada pelo presidente da comissão executiva da ANJE, Manuel Lopes Teixeira. 
 
Task force em busca do top cinco  
 
Partindo do pressuposto de que a necessária gestão dos presentes constrangimentos políticos, financeiros, económicos e sociais do País não pode continuar a condicionar empresas tão competitivas globalmente como aquelas que integraram os referidos painéis e o roteiro da Presidência da República, a ANJE aproveitou a colaboração na organização desta iniciativa para tornar pública uma proposta de modelação de um plano estratégico de futuro, assente nas empresas. Sob o título Plano Infante – Acreditar na Economia Real, os jovens empresários defenderam um compromisso voltado para a seleção de cinco setores de atividade económica. 
 
Coube ao empresário António Portela dar voz a este desafio que assume a meta de, com um conjunto de apostas setoriais, atingir o top cinco da competitividade no contexto da União Europeia. Defendendo um pacto entre a governação e a economia, a ANJE tem a convicção de que Portugal conseguirá afirmar-se naquele que acredita ser o seu espaço natural de afirmação, o europeu. Para tal, defende ainda a constituição de uma task force multidisciplinar, resultante do envolvimento do Governo e dos players empresariais, no sentido de operacionalizar uma estratégia com vista ao desenvolvimento económico. 
 
Três caminhos empreendedores 
 
Antes da mensagem final do presidente da Direção Nacional da ANJE, Francisco Maria Balsemão, e do encerramento efetuado pelo Presidente da República, a agenda da conferência incluiu a intervenção dos grupos de trabalho que, em fevereiro último, foram constituídos no encontro “Os Jovens e o Futuro da Economia”. Manuel Lopes Teixeira, Rodrigo Castro e Ivo Santos, respetivamente, coordenadores dos grupos de trabalho “Empreendedorismo Empresarial”, “Cultura para o Empreendedorismo” e “Empreendedorismo Social” tomaram a palavra para apresentar as conclusões das reflexões que têm vindo a aprofundar desde então. De referir que, no âmbito do grupo responsável pela iniciativa empresarial, emergiu, desde o primeiro momento, a necessidade de simplificar, estabilizar e desburocratizar o quadro legal e fiscal que regula as empresas no nosso país. Isto significa, por exemplo, “estabelecer um compromisso para a redução significativa do IRC, sobretudo aquele que é aplicado às empresas do setor exportador”, aplicar “um regime simplificado para micro e pequenas empresas” e realizar “contratos especiais empresas/Estado para investimentos estruturais e atração de empresas para Portugal”.
 
17.09.2013