No âmbito da dinamização da oferta de instrumentos de
inovação financeira, que contribuam para facilitar a capitalização e o
acesso ao crédito pelas PME, o IAPMEI lança o programa FINICIA promovido
no âmbito de uma plataforma de parceiros, entre os quais a ANJE -
Associação Nacional de Jovens Empresários.
O Programa, em linha com as melhores práticas
internacionais, promove o alargamento da base de acesso a capital e ao
crédito, através do estabelecimento de parcerias público-privadas,
proporcionando a empresas de pequena dimensão recursos essenciais ao
desenvolvimento da actividade nas fases iniciais do seu ciclo de vida.
Esta iniciativa assenta em três eixos de intervenção:
EIXO I – Projectos de Forte Conteúdo de Inovação
Pretende-se apoiar de forma substancial o financiamento
de projectos empresariais com elevada componente de Inovação.
Para o efeito foi instituído um mecanismo de
financiamento em que os promotores deverão assumir um mínimo de 15% de
capital próprio, prevendo-se que a parte mais significativa – até 85% – do
financiamento seja assegurada através de operadores de capital de risco.
Os investidores contarão com o envolvimento do Fundo de
Sindicação de Capital de Risco PME-IAPMEI (FSCR), que intervirá no
incentivo aos promotores e na partilha do risco financeiro dos operadores.
Em concreto, os operadores de capital de risco apenas
assumem 21% do risco total, sendo os restantes 64% partilhados pelo Fundo
de Sindicação de Capital de Risco; destes, o Fundo de Sindicação de
Capital de Risco transfere para o promotor as mais-valias geradas na parte
correspondente a 15% do investimento de capital, premiando desta forma o
sucesso empresarial.
No que respeita ao complemento do financiamento por
capital alheio, pretende-se a melhoria das condições da sua obtenção
através do envolvimento do Sistema Nacional de Garantia Mútua – Sociedades
de Garantia Mútua (SGM) e Fundo de Contragarantia Mútuo (FCGM).
A intervenção destes dois instrumentos públicos – FSCR
e FCGM - traduz-se num benefício adicional ao ímpeto empresarial, já que
ao tomarem para si parte do risco do financiamento, induzem as entidades
financiadoras a alargar a sua actuação a um leque de PME mais vasto.
EIXO II – Negócios Emergentes de Pequena Escala
Para
negócios emergentes e de pequena dimensão, são disponibilizados dois
produtos de financiamento:
1 - O micro crédito - para financiamento de
investimento empresarial até 25 mil euros, e destinado exclusivamente a
micro-empresas (até 9 trabalhadores).
O acesso ao micro crédito é facilitado por via da
prestação de garantias até 75% pelas SGM e contragarantidas, no máximo,
a 80% pelo FCGM;
2 - O micro capital de risco para iniciativas no
âmbito do fomento do espírito empreendedor, em particular as oriundas do
meio académico cujo investimento não exceda, na fase de arranque, 50 mil
euros.
Esta vertente de intervenção por capital próprio vem
colmatar a falha de mercado de financiamento na fase Early Stage e visa
desenvolver redes de parceria, envolvendo agentes e investidores que
configurem o sector informal de Capital de Risco. Tem-se presente a
necessidade de fazer face aos elevados custos de transacção das
operações de capital de risco (análise, investimento e acompanhamento)
que, em situação de mercado, inviabilizam o arranque de pequenos
investimentos.
A intervenção, até 90% do capital necessário, com
limite absoluto de 45 mil euros, será assegurado por um FCR
especificamente criado para o efeito e, transitória e subsidiariamente,
pela PME Capital.
EIXO
III – Iniciativas Empresariais de Interesse Regional
O objectivo desta intervenção é valorizar mecanismos de
financiamento que respondam às necessidades de investimento de um segmento
de empresas de dimensão reduzida com actividade essencialmente de âmbito
local, complementando a actuação de outros agentes públicos de
desenvolvimento local e regional, entre os quais as Câmaras Municipais, as
Agências de Desenvolvimento Local e as CCDR.
Proceder-se-á, assim, ao reforço da liquidez de
veículos de financiamento, designadamente na sua componente privada,
mantendo contudo o nível de risco assumido pela Instituição de Crédito, o
que se obtém pela agregação das entidades que constituem o Sistema
Nacional de Garantia Mútua (SGM e FCGM).
A mobilização de recursos será destinada a financiar,
exclusivamente através de crédito, investimentos com um valor de
referência de 45.000 euros