Feira do Empreendedor 2010
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 Janeiro 2010
Conferência lança Portugal Empreendedor

Com uma audiência global superior a 500 pessoas, a Conferência Nacional de Empreendedorismo - Portugal Empreendedor demonstrou que a iniciativa empresarial consegue ainda mobilizar os portugueses. O evento organizado pela ANJE, que devido ao elevado número de inscrições acabou por ter lugar na Universidade Católica Portuguesa - Campus da Foz, aconteceu no passado dia 13 de Janeiro e contou com a presença do ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, Vieira da Silva.

O responsável encerrou os trabalhos da manhã, momento em que reconheceu que “o empreendedorismo é um instrumento importante para apoiar a recuperação da economia portuguesa nesta fase tão complexa e exigente”. Ainda assim, Vieira da Silva fez questão de ressalvar que “há que ter em atenção o facto de vivermos numa época de aceleração histórica, cujo ritmo traz dificuldades acrescidas para quem se lança na actividade empresarial”.

O ministro da Economia revelou-se atento ao papel das “redes de promoção do empreendedorismo”, acabando por defender três “parcerias estratégicas”: entre as organizações públicas e a inovação empresarial, entre o sistema científico/universtário e o sector empresarial e ainda entre o próprio sector empresarial (cooperação entre empresas).

O presidente da ANJE reconhece ver nesta participação do governante “um sinal auspicioso da importância que o Governo atribui ao movimento empreendedor”. Movimento esse que Francisco Maria Balsemão diz também ser o melhor caminho para superar a crise. “Desenganem-se os que pensam que a saída para a crise repousa sobretudo no Estado. O Estado pode de facto ser um bom aliado do sector privado, ao criar condições para um melhor ambiente empresarial. Mas é sem dúvida o empreendedorismo a via mais eficaz para gerar investimento, estimular a procura, criar postos de trabalho e aumentar a confiança dos agentes económicos”, afirma.

Recorde-se que aquele que se apresentou como o primeiro grande evento de empreendedorismo de 2010 reuniu um conjunto de figuras com reconhecido mérito e know-how nas áreas académica, financeira, política, empresarial, associativa e de incubação de empresas. Sob o mote “Portugal Empreendedor”, oradores como Nelson de Souza (Programa Compete), Daniel Bessa (COTEC), Basílio Horta (AICEP), Luís Filipe Costa (IAPMEI), Alfredo Antas de Teles (Caixa Capital) e José António Barros (AEP) criaram o ambicionado ambiente de debate e troca de experiências.

Redes de apoio, internacionalização e casos de sucesso

O painel das “Redes de Apoio ao Empreendedorismo”, que acabou por inspirar a intervenção do Ministro da Economia, constituiu um dos momentos altos de reflexão. Foi neste contexto que o presidente do IAPMEI, Luís Filipe Costa, afirmou que o actual “espírito de colaboração e de rede” faz com que exista finalmente “um microssistema de apoio ao empreendedorismo”. “Estão lançadas as bases para que um empreendedor possa singrar”, acrescentou o mesmo responsável, referindo ajudas existentes ao nível de financiamento, do apoio técnico ou do coaching.

E foi de redes e de apoios que se continuou a falar no painel “Incubadoras de Última Geração”, onde ficou claro o contributo destas infra-estruturas para a transferência de conhecimento para o meio empresarial. Foram, de resto, vários os exemplos concretos de incubadoras, que aproveitaram a oportunidade para partilhar com os empresários presentes na iniciativa as condições estruturais que colocam à disposição das start-ups portuguesas.

Definido como estratégico no âmbito desta conferência, o tema “Pensar Global” suscitou um conjunto de intervenções centradas na internacionalização empresarial. O presidente da AICEP, Basílio Horta, referiu, a propósito, mercados como Brasil, Angola, Indonésia, Guiné Equatorial, África do Sul, Moçambique e EUA, dando conta dos investimentos que já lá se fazem e das oportunidades que as empresas portuguesas devem estudar. O presidente da AEP, José António Barros, alertou para a posição que países como China, Índia e Brasil vão assumir no futuro e afirmou que “a globalização só é uma oportunidade se nos posicionarmos desde já onde vai estar o consumo amanhã”.

Não menos elucidativo da realidade empresarial foi o momento em que os jovens empresários Francisco Fonseca (Anubis Networks), Afonso Rangel (PI – Portugal Informático), Carlos Filipe Vieira de Casto (Vieira de Castro) e Miguel Fonseca (Edigma) apresentaram o seu percurso empreendedor. As distintas histórias destes quatro casos de sucesso são hoje representativas da quarta geração de empresários que integra as equipas directivas da ANJE.

A Conferência Nacional de Empreendedorismo teve lugar no âmbito do projecto “Portugal Empreendedor”, promovido pela ANJE em parceria com a União das Associações Empresariais da Região Norte (UERN) e o Conselho Empresarial do Centro / Câmara de Comércio e Indústria do Centro (CEC/CIC).

[26.01.2010 12:25 - ANJE]

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